Pr. David Silva

Pr. David Silva

quinta-feira, 31 de março de 2011

KIT gay do MEC: UNESCO aprovou material para crianças

A Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO) no Brasil, Vincent Defourny, aprovou material do projeto Escola sem Homofobia que levará a 6 mil escolas públicas materiais para professores e alunos contra a discriminação aos LGBTs

Um ofício foi enviado esta semana à Associação Brasileira de gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), informando que concebeu o material como uma ferramenta para “incentivar, desencadear e alimentar processos de formação continuada de profissionais de educação.”

"Estamos certos de que este material contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade. Parabenizamos a ABGLT, o Ministério da Educação e as instituições envolvidas pela iniciativa," reconheceu Defourny no documento.

Há duas semanas o parecer técnico do Conselho Federal de Psicologia foi favorável, alegando que o ki tem importância no enfrentamento do bullying homofóbico.

O ofício da UNESCO - entidade denunciada por querer transformar o mundo em homossexual - também afirma que “Os materiais do Projeto Escola Sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela UNESCO em 2010."

O material foi apresentado à Câmara dos Deputados Comissão de Legislação Participativa, em dezembro do ano passado. Eles consistem em livros e DVDs contendo informações sobre o universo de jovens gays.

O projeto provocou e vem provocando a ira dos evangélicos e a Frente Evangélica que esteve se mobilizando para parar a distribuição do material, conhecido como "Kit gay 'no Legislativo e Executivo. A mobilização da frente do governo de Dilma começou com o anúncio da distribuição de kits.

Os evnagélicos lançaram ainda uma petição chamada "Somos contra o maior escândalo no país, o Kit Gay" que circula para impedir a distribuição do material nas escolas.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, João Campos (PSDB-GO), disse que a intenção dos evangélicos "é para evitar material considerado ofensivo a serem levadas para cerca de 6.000 escolas que deverão receber o material.

Há duas semanas, o deputado federal Eduardo Cunha expressou suas preocupações ao The Christian Post dizendo que isso seria uma “suposta apologia à homossexualidade” por parte do governo.

“Todos tem o direito à livre opção sexual e ao livre exercício dessa opção. O que não pode é confundir essa livre opção com o estímulo à opção sexual, ou seja, o de criar condições mentais, através da educação, de que é normal a homossexualidade,” disse o deputado.

Fonte:http://ogalileo.com.br

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pastor duvida da existência do inferno e é demitido de igreja


O pastor americano Chad Holtz, demitido por apoiar livro que questiona crença cristã.


pastor americano Chad Holtz foidemitido do cargo, em uma igreja em Henderson, na Carolina do Norte, nos EUA, depois de postar em sua página no Facebook um comentário a favor de um livro que levanta questões sobre algumas crenças do que acontece depois da morte. Dois dias depois do comentário, Holtz foi demitido.

No livro recém-lançado “Love Wins” (“Amor Vence”, em português), o autor Rob Bell, também pastor, questiona se oinferno seria mesmo um lugar de tormento como muitas religiões afirmam.

“Acho que a justiça virá, e o julgamento final vai acontecer. Mas não acho que isso signifique vida eterna ou um tormento”, disse Holtz ao site "MSNBC". “Mas não entendo porque pessoas da minha igreja não estão prontas para deixar isso [essa interpretação] para traz. É algo com o que eu ainda estou lutando”, completou o pastor.

No livro, Bell, que é fundador da Mars Hill Bible Church, em Grandville (Michigan), hoje com mais de 10.000 seguidores, critica a crença de que um número seleto de cristãos vai passar a eternidade na felicidade do céu, enquanto todos os outros serão atormentados eternamente no inferno.

"Isso é um equívoco, é tóxico e subverte a disseminação contagiosa da mensagem de amor, perdão, paz e alegria de Jesus que o nosso mundo precisa, desesperadamente, ouvir", escreve ele no livro.

Bell afirma que o inferno assumiu uma alto grau de importância na doutrina cristã. Em sua visão, o inferno se tornou uma questão de livre arbítrio e já existe na vida real. Ele cita como exemplos as guerras e as relações de abuso.

"Eu pensei, ‘está OK’", disse o presidente da igreja Batista do sul, Albert Mohler, depois de participar de em um fórum na semana passada sobre o livro de Bell. "Em um certo sentido, todos nós queremos desesperadamente dizer isso. A questão é com base em quê podemos dizer isso?", questiona Mohler.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Bebê ressuscita após mãe cantar música do Diante do Trono!

A revista Acesso Gospel postou em uma matéria um grande testemunho da líder do ministério "Manancial de Milagres"

 A líder do Ministério Manancial de Milagres, Taynan, contou em matéria especial para a revista “Acesso Gospel” sobre seu testemunho de vida, relacionado a seu filho Lucas que nasceu com um problema de saúde que não lhe garantia a sobrevivência. Segundo ela, ao ministrar a música “Esperança” do Diante do Trono 7, gravado ao vivo em Salvador, Deus operou em seu filho em uma noite que ele havia adquirido o óbito por conta de seu estado de saúde. Naquela mesma noite, além do Lucas ser ressuscitado, sua irmãzinha Esther foi curada de uma epilepsia. Tudo isso ao som de frases como “… tudo o que eu sei, é te adorar…”. Confira o testemunho da cantora na íntegra:

A existência do Ministério Manancial de Milagres tem um ponto de partida: Meu filho Lucas, que foi um milagre sobrenatural em minha vida, nasceu com uma obstrução no intestino e durante os seus 3 meses de vida, chegou um total de 10 cirurgias, não tinha chance de vida desde que nasceu.

Através da adoração que eu entoava no hospital, louvores da Ministra Ana Paula Valadão, Deus derramava frações de poder sobre o Lucas, mas na décima cirurgia ele não suportou tanto sofrimento, pois já estava com 800 gramas, muito fraco e teve paradas cardíacas chegando a óbito.

E naquela noite de outubro de 2005, já quase sem forças eu (Taynan) louvei uma canção da Ana Paula Valadão chamada – Esperança -, banhando e ungindo a criança com as minhas lagrimas.

Deus através da Fé em Cristo Jesus que Ele poderia devolver o fôlego de vida ao Lucas e declarando “Quando os sonhos de frustram ou parecem não se realizar, quando as forças se acabam tudo o que eu sei é te adorar”, Deus contemplou e através dessa verdade: Tudo, tudo o que eu sei é te adorar, então o Lucas mexe o braço e em seguida abre os olhos, ressuscitando dentre os mortos e a Esther sua irmã foi curada de epilepsia na mesma noite.


Fonte:http://www.ogalileo.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

Em decisão histórica, igreja presbiteriana ganha direito de fazer campanha contra sodomia


Juiz na Irlanda do Norte reverte decisão que proibia anúncio que trazia citação da Bíblia.


Um juiz da Alta Corte da Irlanda do Norte revogou uma decisão do órgão regulador de publicidade (ASA na sigla em inglês) que tinha proibido um anúncio de uma igreja por considerá-lo homofóbico.

O anúncio de uma página, publicado pela primeira vez em agosto de 2008 pouco antes da parada gay de Belfast, trazia a manchete "A palavra de Deus contra aSodomia" e fazia uma convocação para uma manifestação pacífica contra a prática.

Na época, após receber várias reclamações, a ASA decidiu que o anúncio de página inteira não poderia mais ser veiculado daquela forma.

Mas a igreja presbiteriana Sundown Free, que bancou o anúncio, entrou com uma ação judicial contra a decisão.

O juiz da Alta Corte considerou que a decisão da ASA interfere com o direito de expressão da igreja, que estaria coberta por um artigo da Convenção Europeia de Direitos Humanos que assegura a expressão de posições que choquem ou causem ofensas.

O juiz também observou que o anúncio não continha qualquer exortação à violência e deixava claro que qualquer ato de antagonismo contra homossexuais era inaceitável e injustificável.

Sodomia

A igreja argumentou que a ASA interpretou mal a citação do anúncio, tirada do Livro de Levítico e que classifica atos homossexuais como abominação.

De acordo com a igreja, a descrição se aplica a prática da sodomia especificamente, e não a indivíduos específicos.

O reverendo David McIlveen, da igreja Sundown Free, considerou a decisão "histórica".

"As pessoas podem citar a Bíblia e essa é a liberdade que buscávamos", disse ele. 

Ex-BBB, deputado levanta bandeira gay e diz que família de comercial de margarina não existe


Ele surgiu na televisão, jornais e revistas por meio do programa BBB (Big Brother Brasil), mas hoje, como deputado federal, nega o rótulo de celebridade e pretende ser reconhecido como defensor dos direitos dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).



Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez seu primeiro pronunciamento em plenário nesta quinta-feira (24) e defendeu uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que assegura o direito dos homossexuais ao casamento civil. Sorridente e simpático, mas seguro, o baiano conversou com o R7 momentos depois de descer do púlpito.

Durante a conversa, curiosos que passavam pelo salão verde da Câmara dos Deputados se aglomeraram em volta do parlamentar, que atendeu a pedidos de foto e conversou com fãs eleitores.

Como foi esse primeiro pronunciamento para o plenário?

É muito estranho você ter que falar para a audiência da TV Câmara e não para o quórum no plenário. Então tive que abstrair e imaginar que tinha ali deputados e deputadas me escutando. Foi muito estranho. Eu comecei pensando: nossa, para quem eu vou falar? Mas, no fim, tudo deu certo.

E como você tem encarado esse assédio até aqui dentro da Câmara?

Isso tem acontecido bem menos do que eu imaginava e acontece bem menos por causa da minha postura. Mas eu acho natural. Eu já era uma pessoa conhecida do grande público. Tem parlamentares aqui que só não são fotografados porque não têm uma imagem pública positiva, mas que são conhecidos também.

Neste momento que você está vivendo, ser um ex-BBB ajuda ou atrapalha?

Para mim não atrapalha em nada. Isso é uma obsessão de vocês da imprensa. Isso foi um detalhe na minha vida bacana, importante, mas foi um detalhe.

Mas deu visibilidade...

É, mas deu visibilidade para aquilo ali. Para a tarefa que eu exerço agora e que venho exercendo há bastante tempo não dá visibilidade nenhuma. Tanto é que eu me retirei da cena do show business por isso. Agora, a ressurreição dessa história é uma obsessão da imprensa, não minha.

Ser ex-BBB deu votos?

Não, não deu voto porque eu não usei absolutamente nenhuma referência na minha campanha do Big Brother.

Essa referência do público não é automática?

Não é automática porque se passaram seis anos. Faz seis anos que eu participei do programa. Durante seis anos eu estou ausente da grande mídia voluntariamente e não fiz qualquer referência. Eu uso barba, estou completamente diferente.

O senhor pretende reestruturar a Frente Parlamentar Mista Pela Cidadania e propor uma PEC. Como anda esse trabalho?

Estamos recolhendo assinaturas. Faltam poucas. A gente conseguiu adesão de peso, de pessoas muito bacanas, por outro lado teve deputados que a gente não imaginou que fossem se recusar a assinar.

Quem se recusou, por exemplo?

Por exemplo, a Benedita da Silva (PT-RJ), que é mulher, negra, e tem origem na favela. Apesar dessa tripla exclusão e de ela ter ressaltado que desenvolveu, enquanto governadora, políticas públicas a favor dos gays. Ela disse que não assinaria por questões íntimas, da sua religião. Ela é evangélica. Mas houve gente interessante, o deputado Vicentinho assinou a Frente, o João Paulo Cunha...

Jair Bolsonaro? [Deputado declaradamente contra as causas LGBTs]

Você está brincando, né? Você está virando repórter do Pânico [programa da Rede TV!] com essa pergunta! [risos]

O senhor defende mais que a união homoafetiva. Qual a diferença entre essa união e o casamento?

O casamento religioso é para sempre. A igreja não casa uma pessoa duas vezes. Se uma pessoa pode casar uma, duas, três vezes no civil é porque o casamento civil não é matéria da igreja. Então se o casamento é um direito civil, ele tem que ser estendido ao conjunto da população em um Estado democrático. O casamento assegura a proteção dos bens, os direitos sucessórios, automaticamente o direito a adoção, constituir família.

A família mudou?

A família do comercial de margarina não existe. [...] A família pode se estender para outros arranjos familiares, podem ter dois pais, duas mães, desde que haja um ambiente de afeto, de amor. [...] A ausência da lei não vai impedir a existência dos casais. Existem casais homoafetivos há realidade da vida. Agora, o direito tem que existir.

A sociedade brasileira está preparada para o casamento gay?

Nessa questão, a gente tem que pensar no princípio de justiça. Por exemplo, no século 19, a população não estava preparada para o fim da escravidão, entretanto a Lei Áurea teve que ser aprovada por um princípio de justiça. Então não é porque a sociedade brasileira não está preparada para o casamento civil entre homossexuais que o casamento não deve ser aprovado.

segunda-feira, 21 de março de 2011

População evangélica no Brasil atingirá 57,4 milhões em 2011!

Missionários da SEPAL fizeram a projeção da população evangélica de 57,4 milhões para este ano de 2011 e 109,3 milhões para 2020, e dizem que as razões para o grande crescimento não incluem avivamento.

Luis André Bruneto, um dos pesquisadores da SEPAL, Missão Internacional Servindo aos Pastores e Líderes, que realiza estudos teológicos, falou ao The Christian Post sobre as projeções da população evangélica para os próximos anos e as possíveis razões que explicam o fenômeno do rápido crescimento da população evangélica no Brasil.

A SEPAL realizou um estudo ano passado, baseado nos dados do Censo do IBGE de 2000 e da pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em março de 2007, encontrando que em 2020 a população evangélica representará mais de 50% da população brasileira.

“Projetamos uma porcentagem de cerca de 52,2% da população evangélica em 2020, ou seja, aproximadamente 109,3 milhões de evangélicos para uma população de 209,3 milhões,” afirmou Luis.

A projeção baseia-se na taxa de crescimento obtida entre os anos de 1990 e 2000 e na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião continue a mesma dos últimos 40 anos.

A confiabilidade dos dados é de 95%, afirmou Luis.

Segundo ele, seguindo essa taxa de crescimento anual de 7,42%, ele informou que para o ano de 2011 chegaremos a 57,4 milhões de evangélicos.

A revista ÉPOCA também divulgou no ano de 2010 estudos sobre o crescimento da população evangélica, avaliando que os evangélicos influenciariam em todas as esferas da vida brasileira.

Para teólogos e antropólogos ouvidos por ÉPOCA, a população evangélica, a partir do crescimento numérico, contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos.

Na opinião do pesquisador da SEPAL, o fenômeno do grande crescimento não se trata de avivamento. Ele acredita que o avivamento se reflete, “na conversão em massa das pessoas, mas também em profundas mudanças no pensamento da sociedade, direcionada pela influência dos cristãos redimidos.”

“Se tomarmos essas duas linhas de pensamento, não está acontecendo um avivamento no Brasil,” afirmou.

Alguns motivos que o pesquisador lista são, “o evangelismo aguerrido dos evangélicos, a adoção de regras menos rígidas, a ampliação da visão da vida cristã para dentro da sociedade, a flexibilidade dos costumes e o aumento da classe média.”

Na região nordeste do Brasil, onde se constatou menor presença de evangélicos, o estudioso explicou os fatores de acordo com o tipo de região que ele menciona de “dois tipos de nordeste.” O tipo “A,” diz ele, com belas praias, grandes cidades, onde os evangélicos possuem um crescimento abaixo do restante do país, mas aceitável. E o outro, ele chama de tipo “B,” que é o nordeste do sertão, onde os evangélicos raramente passam de 1%.

Como fatores do baixo índice ele cita três razões. A “primeira é a forte raiz católica romana da população, ampliada pela religiosidade sincrética mística.” Um exemplo disso é a forte adoração à ídolos católicos como padre Cícero e frei Damião, que ainda não foram canonizados pelo Vaticano.

A segunda razão se deve à dificuldade de evangelizar as cidades do interior do nordeste. “Boa parte do sertão não possui estradas asfaltadas e os meios de comunicação são precários,” explicou.

A terceira razão é a falta de interesse da Igreja em evangelizar esse povo carente. “Na verdade, a razão para isso é que o retorno financeiro dentro dessa realidade é mínimo, e assim, a missão não consegue se auto sustentar nem mesmo a longo prazo.”

Apesar dessas estimativas ele alerta que é necessário pensar além dos números.

Ele questiona, “O que muda na sociedade com tanta gente nas Igrejas?”

A questão do nominalismo na opinião do pesquisador deve avançar, citando um exemplo em que a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro (RS), tem cerca de 80,4% de evangélicos e a sua cidade vizinha Alto Alegre, a 20 km de distância, tem apenas 0,28% de evangélicos.

“A mais evangelizada ao lado de uma das cidades menos evangelizadas do país.”

Luis também pergunta, “será que a vida num país de maioria protestante pode mudar?” Segundo ele, a resposta para essa pergunta depende de como a liderança se comportará daqui para frente.

Para ele, o Brasil possui hoje uma liderança “despreparada em sua maioria e maioria e carente de direção na teologia, eclesiologia e missiologia.”

Ele expressa também algumas preocupações com relação ao crescimento da população evangélica, como por exemplo crescimento econômico que atrairá líderes materialistas.

“A classe média deve dobrar nos próximos anos isso, “atraindo gente com o “olho gordo” nessa fatia da população, ou seja, líderes materialistas com forte vocação para a teologia da prosperidade.”

Além disso, ele cita que há a “superficialidade da vida do povo brasileiro.”

“Vemos isso presente no meio evangélico brasileiro e deve continuar assim pelos próximos anos, acelerando a dualidade entre ‘vida religiosa’ e ‘vida secular,’ que já existe hoje.”

“A religião é um suspiro da criatura oprimida, a alma de um mundo desalmado, assim como é o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo. Ou seja, qualquer impulso humano gerado por uma insatisfação de nível político, econômico ou social pode ser desviada para objetos religiosos.”

Luis, mencionou também “o egoísmo e o individualismo presente nesses dias, externando também na vida religiosa.”

“Muito embora, parte do povo evangélico se preocupa com o próximo, uma outra parte, e poderíamos afirmar a maioria, se preocupa apenas com o seu bem-estar.”

Entretanto, ele acredita positivamente na transformação da sociedade brasileira e urge para que haja “uma instituição forte que represente os evangélicos, em sua maioria, “que grite alto pelos interesses pautados na Palavra de Deus.”

“Precisamos de fato orarmos ao Senhor dos céus para que essa transformação da nação brasileira possa ser genuína de acordo com os moldes apresentados no Evangelho de Cristo.”

Os estudiosos da SEPAL aguardam a divulgação do próximo censo, o de 2010, para obterem condições reais para verificar as estimativas quanto aos evangélicos e a população brasileira.

Eles planejam após isso fazer o mapa evangelístico do país baseado nos novos dados e compará-los com os anteriores.

Fonte: http://www.ogalileo.com.b

Reavivamento no Brasil: Verdades sobre a explosão no crescimento das igrejas.

Recentemente, tem se falado sobre o reavivamento no Brasil, visto a explosão demográfica da população evangélica, estimada em 57,4 milhões para este ano de 2011 de acordo com recente estimativa da Missão Internacional Servindo aos Pastores e Líderes (SEPAL).

O Reverendo Hernandes Dias Lopes, apresentador de programa na TV Presbiteriana do Brasil sobre o “reavivamento e o sepultamento,” disse em entrevista ao The Christian Post, hoje, que não acredita que a explosão do crescimento da Igreja evangélica do Brasil seja um sinal de um reavivamento espiritual.

“A explosão de crescimento numérico da Igreja brasileira tem muito a ver com um evangelho que eu chamaria de um evangelho híbrido, sincrético, com práticas completamente estranhas à palavra de Deus,” afirmou ele.

E adicionou “Um evangelho voltado apenas para a questão da prosperidade, para a questão das curas, o evangelho focado e centrado no homem.”

Para ele, as pessoas estão procurando “aquilo que funciona,” “aquilo que o povo gosta” e não procurando “aquilo que glorifica a Deus.”

“Esse crescimento tem extensão mas não tem profundidade.”

Luis André Bruneto, missionário da SEPAL, que anunciou em estudo realizado em 2010, a projeção para a população evangélica chegará a 109,3 milhões em 2020, seguindo uma taxa de crescimento anual de 7,42%.

Apesar dessas estimativas, o pesquisador da SEPAL também não acredita que esteja acontecendo um reavivamento, caracterizado por profundas mudanças na sociedade.

Entretanto, para muitos isso pode se tratar de um reavivamento da Igreja brasileira. Teólogos e antropólogos ouvidos pela conhecida revista brasileira éPOCA em 2010, disseram que a população evangélica, a partir do crescimento numérico, contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos.

Alguns motivos de porque a Igreja brasileira está crescendo tanto, o Bruneto listou, “o evangelismo aguerrido dos evangélicos, a adoção de regras menos rígidas, a ampliação da visão da vida cristã para dentro da sociedade, a flexibilidade dos costumes e o aumento da classe média.”

O Reverendo Hernandes explicou que o reavivamento se expressa pelo arrependimento do pecado, pela sede de santidade, pela volta à Escritura, pela volta à oração, à evangelização.”

“Quando a Igreja se volta para Deus não por aquilo que Deus dá, mas por aquilo que Deus é, é aí que a Igreja experimenta um reavivamento.”

Na opinião do Reverendo, a Igreja evangélica brasileira precisa passar por uma reforma, voltando-se para as escrituras, tendo “os mesmos valores e princípios que inspiraram a reforma do século 16, ou seja, só a escritura, só a graça, só a Cristo, só a Deus a glória.”

O Reverendo alertou que essa mudança começa pelos pastores, dizendo “o reavivamento começa nos púlpitos e não nos bancos ... Porque se os pastores forem inflamados pelo reavivamento espiritual eles serão então esses instrumentos de Deus para atear este fogo também nos crentes.”

A história da Igreja evangélica brasileira, segundo Johnny Torralbo Bernardo, apologista fundador do Instituto de Pesquisas Religiosas do Brasil (INPR) apresenta o surgimento da força evangélica nacional através das Igrejas pentecostais, com a Assembléia de Deus fundada por Daniel Berg e Gunnar Vingren, vindos dos EUA, em princípios do século 20.

“Foi a primeira onda do pentecostalismo brasileiro,” informou Bernardo ao The Christian Post.

Em seguida, o Brasil viria a ser tomado por uma onda de “neopentecostalismo,” com as principais denominações do país tais como a Igreja Internacional da Graça de Deus (com mais de 2.000 igrejas em todo o mundo sem informações do número de fiéis no país) e a Igreja Apostólica Renascer em Cristo (com cerca de 120.000 fiéis no país).

O apologista citou o método de “Igrejas em células” advindo da Igreja coreana Full Gospel Church, na Coreia do Sul que foi implantado no país. Assim de pouco menos de 20 membros hoje há Igrejas que contabilizam uma média de cinco a seis mil crentes que frequentam os cultos regularmente, no Brasil.

Fonte: http://www.ogalileo.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Igrejas evangélicas conseguiram suspender carnaval em cidade pernambucana


Os pastores receberam a chave da cidade de Lagoa Grande

Atendendo reivindicação das igrejas evangélicas de Lagoa Grande, a Prefeitura Municipal suspendeu o carnaval em beneficio do evento Peniel – Projeto de Evangelização das Igrejas Evangélicas - realizado de 5 a 9 deste mês com grande participação da comunidade local e regional. A proposta apresentou uma programação composta por várias atividades sociais. Lagoa Grande fica a 713 km do Recife e tem 22 mil habitantes.

Na abertura do evento, pastores evangélicos receberam as chaves da cidade das mãos do secretário de Desenvolvimento Econômico, Esportes e Turismo do município, Vanelson Santana, que representou a prefeita Rose Garziera na solenidade. O Peniel 2011 durou os cinco dias do período momesco. O evento religioso foi organizado por pastores da própria localidade e contou com a participação das igrejas evangélicas de todo o Estado.

Entre as atividades do projeto proporcionadas à comunidade de Lagoa Grande, vale destacar a distribuição de sopas e cestas básicas para famílias carentes, realização de torneio entre as escolas municipais, palestras educativas envolvendo temas relativos à prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, a incêndios e acidentes domésticos entre outros assuntos relacionados às questões sociais que contou.

O projeto contou com a participação do Corpo de bombeiros e do Exército Brasileiro. Durante todos os dias da programação, a cidade foi também animada por shows, envolvendo cantores da música gospel vindos de diversas regiões do país. As atrações musicais foram realizadas em um grande palco montado na Praça Hermes Amorim (Praça dos Estudantes). A distribuição da sopa e das cestas básicas teve como ponto de apoio a Escola Santa Maria, localizada na mesma área das apresentações musicais. Já as atividades esportivas e palestras educativas foram realizadas no Ginásio de Esporte Parque da Uva e do Vinho.

O evento teve todo apoio da Prefeitura de Lagoa Grande que colocou uma equipe de plantão sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Turismo e Esporte (Sedete).

Fonte: http://www.ogalileo.com.br

Parlamentares evangélicos e católicos pedem mudanças em campanhas sobre sexo no carnaval


"Neste Carnaval, não transe. Se preserve para o casamento, porque família é bom" foi um dos slogans sugeridos pelos evangélicos ao ministro da Saúde


Incomodados com os lemas das campanhas de prevenção do Ministério da Saúde - como as que pregam no carnaval as relações sexuais seguras com o uso da camisinha -, parlamentares evangélicos e católicos querem modificar o tom dessas mensagens. Eles reivindicam que as campanhas também enalteçam a abstinência e a importância da procriação para formação familiar.

"Neste Carnaval, não transe. Se preserve para o casamento, porque família é bom" foi um dos slogans sugeridos pelos evangélicos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em reunião da Frente Parlamentar da Família, na noite desta quarta-feira. As duas mensagens do ministério para o Carnaval, - "Sem camisinha, não dá" e "Seja qual for a fantasia, use sempre a camisinha" - desagradaram aos religiosos. O ministro admitiu fazer uma campanha direcionada para os religiosos, mas não falou em mudar o tom das atuais campanhas de carnaval

O encontro foi organizado pelo senador evangélico Magno Malta (PR-ES). 

- O ministro foi extremamente receptivo e nos prometeu elaborar uma cartilha com as nossas mensagens. E não aquelas do Temporão (ministro da Saúde no governo Lula), que estimulavam relação homossexual e até distribuíam cachimbo para viciados - disse Magno Malta. 

Padilha estava à vontade no encontro. O ministro citou a Bíblia e falou da relação entre religião, família e vida saudável. 

- Somos todos irmãos. O governo tem que ouvir todos os setores organizados da sociedade em busca de bem-estar para a população. Aids, drogas e alcoolismo são exemplos de doenças que precisamos combater com a ajuda da família - disse Padilha no encontro. 

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), também evangélica, participou do encontro e disse que foram tratados outros problemas, como combate à dengue e gravidez precoce. 

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) mostrou preocupação com o desarquivamento do projeto que criminaliza a homofobia. Ele afirmou que os homossexuais formam uma população com muitos privilégios. Garotinho também defendeu uma campanha específica para os religiosos durante o Carnaval. 

Magno Malta afirmou que outra reivindicação encaminhada a Padilha foi a criação da Secretaria da Família, para, entre outras atribuições, lidar com jovens viciados em drogas. 

- A Secretaria da Família deveria substituir a Senad (Secretaria Antidrogas), que não serve para nada e que só gasta dinheiro com pesquisa: quem fuma e cheira mais no país. Isso é inútil - disse Malta. 

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Para quem sai andando e chorando...

Uma palavra para os semeadores de hoje



Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar.


O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. 

Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.

Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.

Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.

Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos aquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.

Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.

Andar e chorar é cumprir a missão. Se você tem feito isto, louve a Deus por esta oportunidade. É um grande privilégio. Um dia você voltará...

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TV americana exalta avivamento sem precedentes no Brasil.

Criado e dirigido pelo ministério do televangelista Pat Robertson, o canal de TV a cabo Christian Broadcast Network (CBN) noticiou na semana passada que o Brasil está experimentando um avivamento sem precedente.

Ressaltando a projeção que em 2020 os evangélicos serão 50% da população, a reportagem destaca ainda as muitas horas de programação cristã transmitidas todos os dias por diversos canais da TV aberta e a cabo.

Entre os argumentos da matéria está o grande número de pessoas que freqüenta igrejas como a Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, que hoje conta com cerca de 35.000 membros. Também mostra que gravações dos DVDs do ministério Diante do Trono conseguem reunir mais de um milhão de pessoas.

Mostra ainda que apóstolos e evangelistas com ministérios que incluem sinais e maravilhas elegeram o Brasil como o local de maior mover de Deus. Randy Clark da rede Apostólica Global Awakening, por exemplo, tem usado suas viagens ao país para, segundo ele mesmo, “treinar crentes americanos comuns a mover-se em meio a milagres”. Ele conta que as pessoas estão pagando milhares de dólares para viajar até o Brasil apenas para orar por pessoas pedindo cura.

O apóstolo acredita que o cristianismo cheio do Espírito irá “derrotar o humanismo e o ateísmo por causa das demonstrações de poder desse avivamento”. Durante décadas, a Índia e algumas nações africanas eram usadas como “campos de treinamento” desse tipo de missionários. Parece que hoje o país se tornou uma potência emergente também para a religião.

A CBN afirma que o avivamento brasileiro é o que há de melhor no cristianismo do século 21. A reportagem destaca ainda que os cristãos brasileiros aprenderam a votar e que isso tem levado a inúmeras mudanças na sociedade brasileira.

Conclui ainda que os evangélicos brasileiros aprenderam a mudar o mundo a sua volta. “As taxas de crime têm diminuído. Podemos ver mudanças políticas acontecendo. O Senhor toca o governo de uma cidade e são tomadas decisões que beneficiam toda a população”, explica Mike Shea, canadense radicado no Brasil.

Mike Shea tem feito uma série de posts no blog da Casa de Davi, com o título “Brasil tu és o escolhido”, demonstrando sua convicção de que o país que adotou tem lugar de destaque no plano divino. Escreve Shea:

“Lembrei-me da palavra que preguei em São Paulo em 2003: ‘tudo que pode ser abalado, será abalado’. Naquele momento, peguei cinco tijolos, representando os ministérios de apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, e ‘marreta neles’. Disse que Deus estava querendo destruir o que não se alinhava com a edificação de sua casa e que nossos ministérios iriam passar por uma grande ‘reforma’ da parte de Deus. Mal sabia o que iria acontecer dentro de poucos meses! Casa de Davi é um ministério profético que tem a característica de ser ‘sinal e símbolo’. Vejo a mão de Deus disciplinando e corrrigindo um ministério profético. E, como ‘sinal e símbolo’, digo que o mesmo está por acontecer em toda a igreja”. O que é uma referência clara ao escândalo envolvendo Davi Silva, um dos líderes da Casa de Davi.

A versão brasileira do site de Randy Clark traz testemunhos similares:

“Em 2010 realizamos nosso nono Power Invasion em Curitiba (PR) pelo segundo ano consecutivo. Colhemos muitos frutos, muitas curas, inclusive de cegos, paralíticos e surdos que recebiam oração tanto nas igrejas onde nossos jovens cheios do poder ministraram quanto nas ruas onde oravam pelos estranhos que passavam. Estávamos orando na rua e dois jovens vinham andando pela calçada. Vi que um deles mancava, andando tipo “tá fundo tá raso” (risos), daí eu o parei e disse: ‘escuta, sou cristão e creio que Deus pode curar sua perna; posso orar por você?’. O jovem imediatamente disse que sim. Eu e meu amigo oramos uns cinco minutos e diante de nossos olhos a perna do jovem cresceu. Ele ficou pulando feito louco, chorando de alegria. Ele e seu amigo entregaram a vida a Jesus e foram conosco pro culto aquela noite”.

Reproduzida em dezenas de sites norte-americanos, a matéria da CBN colabora para o fortalecimento da teologia dominionista, que reivindica o poder e o domínio do planeta para os cristãos nas próximas décadas. Segundo vários líderes, o Brasil será uma das primeiras nações a presenciar isso.


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Entre as figuras de destaque da reportagem, com declarações que confirmam oavivamento brasileiro, estão Mike Shea, do ministério Casa de Davi (PR), e Márcio Valadão, da Lagoinha (MG). Esta última, inclusive, é apontada como o “berço doavivamento que varre o país”, pois mais de uma centena de pessoas une-se a essaigreja a cada semana.


Fonte: http://www.missionariadafe.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sair do trivial em busca de emoções é um passo para a incompetência.

O trabalho pastoral não é difícil. Tenho que anunciar uma mensagem que não é minha, utilizar uma palavra que não é minha e apresentar uma vontade que não é minha. Quando anuncio o Evangelho, que é de Deus, eu sei que o ministério de Jesus é o exemplo a ser seguido. Quando utilizo a Palavra, que é de Deus, eu sei que não preciso “inventar moda”. Quando invoco o poder, que é de Deus, eu sei que a minha vontade não precisa ser publicada.

O trabalho pastoral não é difícil. Basta conhecer os principais fundamentos da missão. Parece simples demais? Mas é mesmo! Vejamos: enquanto pastor, eu devo conduzir homens e mulheres aos pastos verdejantes e às águas límpidas e tranqüilas, para que lá saciem a fome e matem a sede. Eu conduzo, mas Deus dá o pasto e a água.

Mas então, por que ainda erramos? Afinal, se o trabalho é tão simples, por que temos a sensação de que poderia ter sido melhor? Eis a resposta: muitas vezes saio do trivial em busca de emoções pautadas pela minha própria vontade, e as minhas idiossincrasias passam a ser vistas como “sonhos de Deus”. Agir assim é um passo para a incompetência.
Diariamente corremos o risco de nos tornarmos pastores incompetentes. Você sabia disso?

Serei um pastor incompetente se render-me às exigências de um mercado religioso que me obriga a empanzinar as ovelhas com novidades espirituais geradas pela conveniência humana, ao invés de tratá-las com a simplicidade e coerência do pasto criado pessoalmente por Deus. Isto é incompetência.

Serei um pastor incompetente se me deixar subjugar pelas cobranças de um ministério messiânico, onde devo ter resposta para todas as dúvidas, resoluções para todos os problemas, mensagens para todos os encontros, tempo para todas as visitas, dinheiro para todas as literaturas e congressos, sorriso para todos os momentos e disposição para todos os “happy hours” da fé. E, além disso, jamais poderei ser assertivo (proibido dizer “não”). Isto é incompetência.

Serei um pastor incompetente se me permitir acreditar que sou o dono da verdade. Um pastor que insiste em manter a sua “verdade” a qualquer custo gera um processo cancerígeno em sua comunidade. Se não há paz em um ministério pastoral, não será a verificação de teses e procedimentos que trará de volta a segurança ministerial. Nem sempre um pastor deixa uma igreja por estar errado, mas um pastor sempre estará errado ao insistir ficar onde já não há mais lugar para a sua “verdade”. Isto é incompetência.

Serei um pastor incompetente se ceder aos infames convites de “multiplicação compulsória do reino de Deus”. O pastor que se rende aos delírios de grupos sectários demonstra que a sua carência e auto-estima chegou ao menor nível possível. A igreja se torna a “Porta da Esperança” com ovelhas “cabos eleitorais”, como se ter gente ao seu lado pudesse ser a prova de que dividir uma igreja faz parte da vontade de Deus. Isto é incompetência.

Não quero ser um pastor incompetente. Não quero me render ao mercado religioso e fingir ter o segredo de todas as fórmulas de crescimento e sucesso. Quero ser eu mesmo. Quero lutar para eliminar os meus erros, aprimorar as minhas boas qualidades, viver a realidade na qual o meu Senhor me colocou. Quero ser competente.

Não quero ser um pastor incompetente. Não quero deixar que me façam acreditar que posso ser o Messias. Não sou o responsável por todas as tarefas da igreja. Quero ser eu mesmo. Quero lutar para eliminar a falta de coragem, para delegar aos servos de Deus a sua parte no empreendimento e para realizar o trabalho que pulsa forte em minhas veias. Quero ser competente.

Um dia entrei em crise! Precisava decidir entre ser um pastor incompetente (e lançar mão de todas as estratégias possíveis e impossíveis para fazer “meu” ministério crescer), ou ser um pastor competente (e ter coragem de utilizar as ferramentas e oportunidades dadas por Deus, sempre em obediência e submissão a Sua tão conhecida ética comportamental e relacional). Em meio à crise fui surpreendido pelas palavras de um amigo distante que, apesar de não o ter conhecido pessoalmente, me fez perceber a importância de suas palavras ao meu ministério:

“…pastoreie o rebanho de Deus que está aos teus cuidados. Olhe por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não faça isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não aja como dominador dos que a ti foram confiados, mas seja um exemplo para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, tu receberás a imperecível coroa da glória” 1 Pe 5.2-4.

Por: Cleison Mlanarczyki

Fonte: http://creio.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

Policiais da tropa de elite da polícia do Rio realizam shows-cultos


Se queres a paz, prepara-te para guerra. A frase estampada em latim na parte de trás da camisa preta é o aviso que os integrantes da Tropa de Louvor deixam por onde passam. A banda gospel é formada por membros dos Caveiras de Cristo, policiais evangélicos que integram o Batalhão de Operações Especiais (Bope). A tropa realiza cultos-shows nas comunidades pacificadas e cria uma nova vertente de comportamento, por vezes contraditório, na unidade em que seus homens são treinados para matar.

Antes de cada apresentação, todos os músicos do grupo Tropa de Louvor se reúnem e se abraçam em volta da bateria para fazer uma oração.

Deus está neste lugar, diz o sargento do Bope e pastor da Igreja Assembléia de Deus, Carlos Mello, para um grupo de 200 pessoas, entre eles pastores e padres, no culto-show realizado no morro do Borel, localizado na Tijuca, no Rio de Janeiro.

Com a tradicional farda do Bope, o emblema da caveira no braço esquerdo e a Bíblia na mão direita, ele conta seus testemunhos de conversão e convida os moradores para uma tarde de louvor: Estamos aqui trazendo a palavra do Senhor.

O público, tímido no início, não demora a se acostumar com a cena do palco: um coral de homens de preto, com coldres e armas na cintura, cantando e orando. A quadra da Escola de Samba Unidos da Tijuca se transforma então numa espécie de templo evangélico dos Caveiras de Cristo.

No culto, animado pela Tropa de Louvor, a interação com os moradores é mantida o tempo inteiro. Além dos momentos de cura e libertação, a banda abre para o plateia um espaço para uma espécie de show de calouros evangélico. Neste momento vale tudo: alguns anunciam o CD que será lançado, outros cantam funk-gospel e ainda há os que aproveitam para prestar depoimentos como o de uma ex-alcoólatra.

“É a primeira vez que os vejo. Estou realmente surpresa. Desmistifica aquela imagem do Bope nos lugares com o Caveirão e para matar”, disse a auxiliar de creche, Andréia Cristiane de Albuquerque, 34 anos.

Público cresce a cada apresentação

A favela do Borel, na Tijuca, foi a quarta comunidade com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em que a Tropa de Louvor se apresentou — e a que atraiu o maior número de fiéis, cerca de 200. Na primeira tentativa de aproximação do grupo com moradores, no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, apareceram 20 pessoas. No segundo culto, na Ladeira dos Tabajaras, foram 30 moradores. E no Morro da Providência, na Gamboa, eram apenas 10 pessoas. Não soubemos convidar os moradores, admitiu o sargento do Bope, Max Coelho.

Prova de que o culto organizado pelo Bope é marcado pelo diferencial está na plateia: lado a lado padres e pastores rezam de mãos dadas.

Isso aqui traz esperança, diz o padre da Paróquia São Camilo, na Tijuca, José Patrício de Souza, 63 anos. Para o bispo da Igreja Evangélica Pentecostal Salvação por Cristo, Antonio Ferreira, 75 anos, o culto não é para falar de religião: Estamos aqui para unir pessoas.

Fonte: http://www.missionariadafe.com.br/

Líder evangélico comandará a bateria da Mangueira


Um Presbítero da Igreja Renascer comandará a bateria da Mangueira

No desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, que acontecerá no próximo fim de semana, um de seus integrantes chama a atenção. Não pelos seus dotes, digamos físicos, mas sim pela sua posição fora da escola.

Trata-se do mestre da bateria da Mangueira, Ailton André Nunes, que ale de se um autores do samba, é presbítero da Igreja Renascer em Cristo, denominação que manifestou seu apoio a também uma escola de samba de São Paulo que retratará a Bíblia no seu desfile.

Para Ailton não há contradição em ser presbítero e ao mesmo tempo desfilar em uma escola de samba. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o

Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.

PARTICIPE DA NOSSA ENQUETE – É CORRETO ESTA ATITUDE?

A volta à escola, entretanto, levou oito anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil.

Sobre as tentações do carnaval ele afirmou: “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso.

Fonte: http://www.missionariadafe.com.br